Manual / Cartão de ponto
Como colocar o ponto para funcionar
O módulo já vem no sistema, mas nasce desligado. São quatro passos para ligar, e eles dependem um do outro: pular um faz o seguinte não ter o que mostrar.
01 / Antes de tudo
O que é, e o que ainda não é
O funcionário bate ponto no próprio celular, dentro do raio da loja. Não há relógio na parede nem aplicativo para instalar: é uma página que ele abre uma vez, vincula, e depois usa em dois toques.
Motorista e auxiliar batem ponto sem ganhar login do sistema — a tela do ponto é a única que funciona sem usuário e senha, justamente porque quem bate nem sempre é quem opera o ERP.
Isto é controle de jornada para a gestão da loja. Registro de ponto só é obrigatório acima de 20 funcionários (CLT art. 74 §2), e o módulo ainda não é um REP-P homologado — falta o arquivo AFD da Portaria 671/2021.
Se a sua empresa passa de 20 pessoas, converse com o contador antes de usá-lo como prova legal.
02 / Instalação
Os quatro passos, nesta ordem
Cada passo existe porque o seguinte depende dele. Abaixo de cada um está o que acontece se ele for pulado — que é como o módulo costuma ficar parado sem ninguém perceber.
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Ligar o ponto na loja · Configurações › Ponto
Toque em “usar minha localização agora” — e faça isso
de dentro da loja, porque esse ponto vira o centro
do raio. Confira o raio (150 m cobre o erro normal de GPS de celular) e marque
como ligado. Cada loja tem a sua configuração: numa rede, a filial de esquina e a
de galpão pedem raios diferentes.
Sem isto: o sistema recusa ligar. É de propósito — sem a coordenada, toda batida sairia como “sem localização” e o módulo pareceria quebrado no primeiro dia.
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Cadastrar o PIN de cada pessoa · RH › Ponto do Dia
Quatro dígitos, um por funcionário. O sistema recusa os óbvios — 1234, 0000,
repetidos — porque senão metade da loja escolhe o mesmo e o PIN deixa de
significar alguma coisa. Fale o número com a pessoa na hora:
depois de salvo ele não aparece mais em lugar nenhum, fica guardado como a senha
do sistema. Esqueceu, cadastra outro.
Sem isto: a pessoa nem aparece na lista de quem pode vincular o celular. Ela abre o link e vê uma tela dizendo que ninguém tem PIN ainda.
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Cadastrar a jornada · RH › Ponto do Dia › nome da pessoa
A grade semanal diz o que era esperado em cada dia. Um botão preenche o padrão da
loja — 8h às 18h com duas horas de intervalo, sábado até meio-dia, fechando as
44 horas do teto constitucional. O intervalo importa mais do que
parece: quem bate só entrada e saída tem o almoço descontado pelo combinado. Sem
isso, quem entra 8h e sai 17h apareceria com nove horas contra oito previstas —
uma hora extra por dia, todo dia.
Sem isto: o espelho mostra as batidas e não calcula saldo. É deliberado: dizer que alguém deve horas sem saber o que era esperado seria acusar por falta de cadastro.
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Vincular os celulares · Configurações › Ponto › Link e QR code
Mande o link para quem vai bater ponto, ou imprima o QR e cole no balcão. O link
identifica a loja, não a pessoa — pode ser o mesmo para todo o
quadro. Cada um abre uma vez, escolhe o próprio nome, digita o PIN e aceita o
aviso de localização. Daí em diante o aparelho já sabe quem é.
Sobre o QR: ele é só um atalho para o endereço. Quem valida a presença é o GPS — foto de QR funciona de qualquer lugar do mundo.
03 / Rotina
Depois de ligado, o dia a dia
Para quem bate
Abrir a tela, digitar o PIN, tocar no botão. O botão já sabe se é entrada ou saída — isso vem da ordem das batidas do dia, então não existe “bater entrada duas vezes”.
Sai um comprovante com a hora, a loja, o número do registro e um código de conferência. É a prova de quem bateu.
Para quem administra
O Ponto do Dia responde quem está na loja agora, quem já saiu e quem não bateu. Batidas fora do raio aparecem marcadas.
Atestados e pedidos de marcação chegam num selo na mesma tela — fila que só existe atrás de um item de menu é fila que ninguém abre.
04 / Conduta
Quando acontecer
A regra por trás de quase tudo aqui: nada se apaga. O que estava errado sai do cálculo e permanece no histórico, com autor e motivo.
- Esqueceu de bater
- A pessoa pede pelo celular, em “Esqueci de bater”. Você aprova nas pendências e a marcação entra identificada como ajuste, com o seu nome — nunca como se ela tivesse batido.
- Atestado médico
- Ela fotografa pelo próprio celular. Aprovado, o dia é abonado: não vira falta nem dívida no banco de horas. Para meio período, informe as horas na aprovação.
- Tocou duas vezes no botão
- Clique na batida no espelho e desconsidere, com motivo. Ela sai do cálculo e continua no histórico — batida não se apaga, nunca.
- Bateu fora do raio
- A batida acontece do mesmo jeito e fica sinalizada, com a distância até a loja. Bloquear é proibido pela portaria, e seria pior na prática: o registro que deixou de existir é justamente a prova que faltaria depois.
- O GPS não pegou
- Grava como sem localização e vale. Negar a permissão é direito de quem bate, e nunca impede o registro. O que fica guardado é um ponto por batida — não existe trajeto.
- Errou o PIN cinco vezes
- Trava por 15 minutos. Se esqueceu mesmo, cadastre outro PIN — a troca destrava na hora.
- Trocou de celular
- “Soltar aparelhos” na linha da pessoa. O PIN continua o mesmo; ela só vincula o telefone novo pelo link.
- Precisa mexer num mês fechado
- Reabra em Fechamento, com motivo — que fica registrado. Só o último mês fechado pode ser reaberto, porque os saldos são encadeados.
05 / Fechamento
O mês que trava
Só se fecha mês que já terminou. Fechar congela o espelho: ele para de ser recalculado e passa a valer como está — inclusive se a jornada mudar depois. É esse papel que o funcionário assina, e por isso ele não pode mudar sozinho.
Para mexer num mês fechado, é preciso reabrir — e a reabertura fica registrada, com motivo.
Com banco de horas ligado, o saldo positivo vale seis meses (CLT art. 59 §5). A compensação consome sempre a hora mais antiga primeiro: a que ia vencer é a primeira a virar folga.
O que passar do prazo é sinalizado como hora extra a pagar, nunca apagado em silêncio — é dinheiro do funcionário.
06 / Limites
O que este módulo não faz
Ele entrega minutos. Quem transforma minuto em dinheiro é o contador.
Não calcula folha, encargo, adicional noturno nem eSocial.
Não é REP-P homologado: falta o arquivo AFD da Portaria 671/2021. Acima de 20 funcionários, fale com o contador antes de usá-lo como prova.
Não gera escala rotativa 12×36 nem reconhecimento facial.
Antes de soltar para a equipe
Deixe uma pessoa usar por uma semana
É nessa semana que aparecem os casos que nenhum teste cobre: o GPS ruim no fundo da loja, quem esquece de bater, o atestado que chegou em papel. O fechamento do mês só é confiável depois disso.