Dicionário
As palavras do sistema, sem enrolação
Se algum termo destes aparecer numa conversa sobre sistema e você não quiser fingir que entendeu, aqui está o que cada um quer dizer.
Os dois viram saldo do cliente na sua loja, e é a origem que os separa. Cashback é promoção: você escolhe devolver uma parte da compra como crédito para a próxima. Vale-crédito é dívida: nasce de uma devolução, quando o dinheiro fica na loja em vez de sair pelo caixa. A diferença aparece na hora da devolução — o cashback daquela venda é desfeito junto, o vale não, porque aquilo a loja deve de verdade.
Uma forma de separar o que importa do que enche prateleira. Os produtos A são os poucos que respondem por cerca de 80% das vendas, os B ficam no meio e os C são a cauda longa. Serve para decidir o que nunca pode faltar.
Markup é quanto você soma em cima do custo. Margem é quanto sobra do preço de venda. Um produto que custa 100 e vende por 150 tem markup de 50% e margem de 33%. Confundir os dois é o jeito mais rápido de vender achando que ganha.
Ruptura é o produto que acabou e o cliente foi comprar na concorrência. Giro é a velocidade com que a mercadoria sai. Estoque parado é dinheiro dormindo, ruptura é venda perdida, e o equilíbrio entre os dois é o jogo da loja.
O fiado organizado: a venda é fechada hoje e paga depois, em uma ou mais parcelas. No sistema, cada cliente tem limite e saldo, e cada parcela vira uma conta a receber com data de vencimento.
Adquirente é a empresa da maquininha. MDR é a taxa que ela cobra por venda. D+30 é quando o dinheiro cai na conta. Vender 1.000 no crédito não é receber 1.000 hoje, e o sistema calcula o líquido e a data certa.
NFC-e é a nota do consumidor, aquele cupom com QR code. NF-e é a nota entre empresas. DANFE é o papel que representa a nota eletrônica: o documento que vale é o arquivo enviado à Receita, o impresso é só a cópia legível.
O arquivo que funciona como a assinatura digital da empresa, comprado em uma autoridade certificadora e válido por um ano. É o que permite emitir nota. No AstroMatCon ele fica guardado criptografado, e só é usado na hora de assinar.
Os tributos que substituem, aos poucos, ICMS, ISS, PIS e COFINS na reforma tributária. Em 2026 eles aparecem na nota em alíquota de teste, sem recolhimento, e o sistema já calcula e apura para você não ser pego de surpresa.
Sangria é tirar dinheiro do caixa durante o turno, para o cofre ou para pagar algo. Suprimento é o contrário, colocar dinheiro para ter troco. Registrar os dois é o que faz a conferência do fim do dia bater.
A lista da carga de um caminhão: quais entregas vão juntas, para quais endereços, com quem. É o papel que o entregador leva e o controle de quem ficou na loja.
Contar de verdade o que existe na prateleira e comparar com o que o sistema diz. A diferença encontrada é o que sumiu, quebrou ou foi lançado errado. Fazer isso com frequência é o que mantém o estoque confiável.
Um produto vendido como conjunto, montado a partir de outros. Ao vender o kit, o sistema baixa cada componente do estoque, então o inventário continua batendo.
O quadro do que ainda pode virar venda. Cada cartão é um negócio — um cliente, um valor, um responsável — e as colunas são as etapas por onde ele passa até fechar ou se perder. Serve para responder duas perguntas: quanto dinheiro está em jogo agora, e de quem é a bola.
O nome de cada cartão do funil: um negócio em aberto. Ela pode nascer de um orçamento, de uma conversa no WhatsApp ou de alguém que só passou perguntando preço, e guarda tudo que aconteceu no caminho — ligação, visita, orçamento enviado, tarefa marcada.
A resposta automática do WhatsApp da loja. Aqui ela só diz o que está no seu sistema — onde está a entrega, como está a ordem de serviço, quanto o cliente tem em aberto, o horário e o endereço da loja. Quando não sabe, chama um atendente em vez de inventar.
O extrato do mês de uma pessoa: dia a dia, o que era previsto pela jornada dela, as batidas que aconteceram, o que foi trabalhado e o saldo de cada dia. É o documento que se imprime para o funcionário conferir e assinar no fim do mês.
A conta corrente de tempo: quem trabalhou além do previsto fica com saldo a compensar, e quem ficou devendo abate depois. Por acordo individual, a lei dá seis meses para compensar (CLT art. 59 §5). No AstroMatCon a compensação come sempre a hora mais antiga primeiro, e o que vence não é apagado — vira hora extra a pagar, sinalizada na tela.
Tirar o dia da conta sem transformá-lo em falta nem em dívida de horas. É o que acontece quando o gerente aprova um atestado: aquele dia deixa de cobrar o previsto. Dá para abonar só parte, para quem saiu na consulta e voltou.
A distância aceita entre a batida e o endereço da loja — 150 metros de fábrica, porque o GPS de celular erra bastante dentro de alvenaria. O sistema leva a margem de erro do próprio aparelho em conta: só acusa "fora" quando nem no melhor caso a pessoa estaria dentro. E acusar não é bloquear.
O vocabulário do ponto eletrônico por software na Portaria 671/2021. REP-P é o programa homologado; NSR é o número sequencial que cada batida recebe e que nunca se repete; AFD é o arquivo em formato oficial que o fiscal pede. O AstroMatCon já grava NSR e trava a batida contra alteração, mas ainda não gera o AFD — e diz isso na própria tela, em vez de vender conformidade que não tem.
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