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Cartão de ponto

Quem abriu a loja hoje, e quanto cada um trabalhou no mês

Loja de material com 4 a 12 pessoas quase nunca tem relógio de ponto: tem um caderno na gaveta, ou a memória do gerente. Aí chega o fim do mês e ninguém sabe dizer quem ficou até mais tarde na descarga da terça, quem faltou com atestado e quem tem hora para compensar. Este módulo entrou no sistema em 13 de agosto de 2026.

Registrar não é vigiar

A batida guarda um ponto da localização — só para dizer se a pessoa estava na loja naquele instante. Não existe trajeto, não existe tela de mapa acompanhando ninguém, e o funcionário lê e aceita isso em três linhas na primeira vez que usa o celular. Uma vez só, e antes de existir qualquer coordenada gravada em nome dele.

Fora do raio avisa, nunca bloqueia

Bloquear a marcação é proibido pela Portaria 671/2021 — e seria pior na prática: o GPS do celular erra 200 metros dentro de uma loja de alvenaria, e o registro que deixou de existir é justamente a prova que faria falta depois. O sistema grava, marca em vermelho e deixa o gerente perguntar.

Batida não se apaga

Cada marcação recebe um número sequencial e um código que embaralha o conteúdo dela junto com o da anterior — mexer numa quebra a corrente inteira, e a tela de integridade aponta em qual. Corrigir aqui é sempre acrescentar: a batida duplicada fica riscada com o motivo, e a esquecida entra identificada como ajuste, com o nome de quem incluiu.

2toques para bater: o PIN e o botão, no celular da própria pessoa
0relógio de ponto para comprar, instalar ou levar para consertar
830batidas reconferidas uma a uma na loja de demonstração, sem nenhum elo quebrado
6meses de validade do saldo do banco de horas (CLT art. 59 §5)

Caso 01

O ponto é o celular que a pessoa já tem no bolso

O gerente deixa um QR code colado no balcão, ou manda o link pelo WhatsApp. Na primeira vez a pessoa escolhe o nome, digita o PIN de quatro dígitos e aceita o aviso de localização; daí em diante bater é abrir a tela e tocar no botão grande. O motorista e o auxiliar não precisam — nem devem ter — login do sistema.

Primeira vez
Tela de celular para vincular o aparelho, com o nome, o PIN e o aviso de localização a ser aceito
O aceite é de quem bate, e vem antes da primeira coordenada.
Comprovante
Comprovante de saída registrada às 14:18, com o número do registro, a distância da loja e o código da batida
Comprovante por batida: número, hora oficial, distância e código.

A hora é a do servidor, não a do aparelho. O relógio do celular é gravado do lado, só para sinalizar quando as duas horas discordam muito — celular com data mexida não vira hora trabalhada. E o comprovante não é enfeite: emitir um a cada marcação é exigência da mesma portaria.

Caso 02

Quem está na loja agora — a tela que o gerente abre de manhã

Antes de espelho, saldo ou fechamento, o módulo responde a pergunta do dia a dia: quem entrou, quem já saiu, quem ainda não bateu e o que precisa ser conferido. Hoje a resposta é “olha lá no salão”.

Ponto do Dia
Tela do ponto do dia com quem está na loja, quem saiu, quem não bateu e uma batida fora do raio em vermelho
Loja de demonstração: 3 na loja, 2 já saíram, 1 não bateu — e a batida das 14:14 do motorista, feita a 2,6 km, sinalizada em vermelho.

A batida vermelha não travou nada. O motorista estava entregando material do outro lado do bairro e bateu de lá; a marcação existe, aparece marcada e vira uma conversa de trinta segundos. O que o sistema nunca faz é decidir sozinho que aquilo foi fraude.

Caso 03

O espelho do mês, com a correção à vista

Dia a dia: o previsto pela grade da pessoa, as batidas, o que foi trabalhado e o saldo. Sem grade cadastrada não existe saldo, e o sistema mostra as batidas sem inventar dívida — dizer "devendo 8h" para quem nunca teve jornada cadastrada seria acusar por falta de configuração.

Espelho do mês
Espelho do mês de uma vendedora, com atestado no dia 5, batida riscada no dia 6, ajuste no dia 7 e saldos por dia
Dia 05 abonado por atestado · dia 06 com a batida duplicada riscada · dia 07 com a volta do almoço incluída como ajuste · dia 10 devendo 1h26, dia 11 com 1h19 a mais.

Nada some, tudo fica explicado. A batida duplicada continua na linha, riscada, com o motivo de quem tirou do cálculo. A marcação incluída pelo gerente aparece com a tarja de ajuste para sempre — nunca como se a pessoa tivesse batido.

Caso 04

Atestado pela câmera, “esqueci de bater” pelo celular

O atestado nasce no celular de quem foi ao médico: a pessoa fotografa e envia, a imagem é reduzida no próprio aparelho e chega numa fila. Quem esqueceu de bater manda o pedido pelo mesmo lugar, com o horário e o motivo. Para o gerente é uma fila só, com um selo na tela que ele já abre de manhã.

Pendências do ponto
Fila de pendências do ponto com um atestado com foto ampliável e um pedido de marcação esquecida
A foto do atestado abre ampliada; ao lado, o que muda no saldo se você aprovar.

Aprovar tem consequência escrita na tela. Aprovar o atestado abona o dia — ele deixa de contar como falta e não vira dívida no banco de horas. Aprovar o pedido cria a marcação, identificada como ajuste e com o nome de quem aprovou. Dá para abonar só parte do dia, para quem saiu na consulta e voltou.

Caso 05

O mês que trava, e a hora que não evapora

Fechar a competência congela o espelho: ele para de ser recalculado e passa a valer como está. Sem isso, mudar a jornada de alguém em novembro reescreveria o espelho de março que a pessoa já assinou. Depois de fechado, mexer no mês exige reabrir — com motivo, e o motivo fica gravado.

Fechamento do ponto
Fechamento de julho com previsto, trabalhado, saldo do mês, saldo acumulado e a situação de cada funcionário
Julho fechado para as 7 pessoas do quadro, com o saldo de cada uma indo para o banco de horas.

O saldo tem safra, e vence a favor de quem trabalhou. A compensação come sempre a hora mais antiga primeiro, e o que passa de seis meses não é zerado em silêncio: vira extra a pagar, sinalizado na tela. Zerar caladinho seria apagar dinheiro do funcionário — e é o tipo de erro que ninguém percebe.

Caso 06

A prova que alguém confere

Guardar um código de segurança em cada batida não vale nada se ninguém nunca recalcular. A tela de integridade percorre os registros na ordem, recalcula cada código com a mesma função que gravou e aponta o número exato de qualquer elo quebrado.

Integridade do ponto
Tela de integridade do ponto mostrando 830 registros reconferidos e a cadeia íntegra
830 registros reconferidos um a um, e a mesma tela dizendo o que ela ainda não é.

Foi testado quebrando. Alterar uma batida direto no banco de dados acusa na hora, com o número do registro. As marcações originais também saem em arquivo, sem nenhum tratamento — que é o primeiro pedido de quem fiscaliza.

O aviso que a gente dá antes de você ligar

Registro de ponto só é obrigatório em estabelecimento com mais de 20 trabalhadores (CLT art. 74 §2). Para a loja de 4 a 12 pessoas isto aqui é ferramenta de gestão, e é assim que a própria tela se apresenta. O módulo já nasce com o alicerce do ponto eletrônico — registro imutável, número sequencial, código encadeado e comprovante por batida —, mas ainda não é um REP-P homologado: falta o arquivo AFD no layout oficial da Portaria 671/2021 e o termo do desenvolvedor. Se a sua empresa passa de 20 pessoas, converse com o contador antes de usá-lo como prova legal. Também ficou de fora, de propósito:

  • Folha de pagamento, verbas, encargos e adicional noturno
  • Envio ao eSocial
  • Bloquear a batida de quem está fora do raio
  • Reconhecimento facial ou digital
  • Marcação automática, feita pelo sistema no lugar da pessoa
  • Escala rotativa 12x36 e integração com relógio de parede

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