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Inteligência artificial

IA que tira trabalho da sua mão, não que enfeita a tela

Quase todo sistema hoje anuncia inteligência artificial, e quase sempre é um chat que responde o que a tela de relatório já mostrava. Aqui a régua é outra: a IA só entra onde ela apaga digitação, e o que ela produz passa por conferência antes de virar dado.

O número nunca sai do modelo

Todo valor que você vê foi calculado por conta escrita à mão e coberta por teste. A IA lê texto bagunçado e devolve estrutura; somar, comparar e decidir é do sistema. Modelo que inventa número erra com convicção, e num ERP isso é pior do que não ter a função.

Se a IA cair, a loja não para

Nenhuma função depende dela para funcionar. O assistente responde por consulta fechada ao banco, a nota do fornecedor entra pelo casamento determinístico, a conferência do cadastro roda sem modelo nenhum. A IA acelera, nunca é o caminho crítico.

Ela precisa se pagar

Cada ideia foi medida contra uma regra simples antes de virar chamada de API. Em quatro dos sete casos a regra ganhou do modelo, e ficou a regra. É por isso que a conta de IA aqui é baixa: ela só roda no resto que a regra não resolve.

1.513testes automatizados, todos verdes
117casos de referência medindo o casamento de itens
97,5%de cobertura com 100% de precisão, sem chamar IA
10.514códigos NCM oficiais validando o cadastro

Caso 01

A nota do fornecedor entra sem digitação

Você joga o XML da compra no sistema. Ele casa cada item do fornecedor com o seu catálogo em cascata: primeiro o vínculo que você já confirmou antes, depois o código de barras, depois a descrição, e só o que sobra vai para a IA. O que ele não tem certeza, ele recusa, em vez de chutar.

Importar NF-e de compra
Tela de importação do XML mostrando quatro itens casados, um recusado e a conversão de caixa para metro
Nota real de fornecedor com 6 itens, importada na loja de demonstração.

4 de 6 casados sem gastar um centavo de IA. A armadilha de bitola (TB PVC SOLD 50MM contra o seu tubo de 25mm) foi recusada em vez de casada errado. E a caixa de cabo virou estoque de verdade: 6 CX → 600 MT, com o custo caindo de R$ 185,00 para R$ 1,85 por metro, lido de “CX C/ 100” na descrição.

Caso 02

A lista escrita no papel vira carrinho

O cliente chega com a lista da obra num bilhete ou no WhatsApp. Você cola o texto como ele veio, com abreviação, erro de digitação e tudo. O sistema procura cada linha no seu catálogo, entende a quantidade e monta o carrinho.

PDV · Lista da obra
Lista da obra colada no PDV, com quatro itens reconhecidos e dois com candidatos sugeridos
Seis linhas escritas à mão viraram um carrinho de R$ 1.662,10.

5 das 6 linhas viraram item de carrinho, com a quantidade certa: “10 sacos de cimento” entrou como 10 × CIMENTO CP II 50KG. A linha que ele não reconheceu com segurança não entra sozinha: aparece em vermelho, com os candidatos parecidos ao lado, para você escolher. Nada é adicionado por adivinhação.

Caso 03

O sistema confere o seu cadastro de madrugada

Toda noite ele varre o catálogo atrás de problemas que não aparecem em tela nenhuma e que ninguém iria reclamar: preço abaixo do custo, cliente cadastrado duas vezes, produto duplicado com o nome escrito diferente, NCM que não existe na tabela oficial.

Conferência do cadastro
Conferência do cadastro listando NCMs inexistentes e produtos vendidos abaixo do custo
Varredura executada na loja de demonstração, sem nada plantado.

7 achados na primeira passada. Quatro produtos com NCM que a SEFAZ recusaria na hora de emitir (rejeição 778, com o cliente esperando no balcão) e três kits vendidos abaixo do custo, o pior deles com R$ 413,28 de prejuízo por unidade vendida (custa R$ 633,18 e sai por R$ 219,90).

Caso 04

Pergunte “por que”, não só “quanto”

Relatório responde quanto. O assistente responde por quê: ele separa o que foi quantidade de venda do que foi tamanho de venda, e mostra qual categoria puxou o resultado. A conta é exata e fechada por teste; o modelo só escreve a frase.

Central de Ajuda
Assistente respondendo quanto vendeu, por que as vendas subiram e o que está acabando no estoque
Perguntas feitas em português comum, respondidas com os seus dados.

“Por que as vendas subiram esse mês?” devolveu: subiu 278,7%, o ticket médio saiu de R$ 101,04 para R$ 398,56 (respondendo por R$ 7.140,48), o número de vendas quase não mudou, e a alta veio de Elétrica, Hidráulica e Pintura. Esta resposta saiu sem nenhuma chave de IA configurada. Logo abaixo do chat ficam 15 guias de “como se faz”, que são as mesmas respostas e também não dependem de conexão.

Caso 05

De quem cobrar resposta hoje

Orçamento parado é venda quase feita. O sistema classifica cada um pela situação (recente, esfriando, vencendo, vencido) e monta a mensagem certa para cada caso, pronta para abrir no WhatsApp.

Retomar orçamento
Janela de retomada de orçamento com a mensagem pronta para enviar no WhatsApp
O julgamento é do sistema; o texto, você confere antes de enviar.

O valor está no julgamento, não no texto. Orçamento vencido não oferece “posso separar?”, porque seria prometer um preço que já mudou. Orçamento pedido hoje não é cobrado: a tela avisa “ainda é recente, vale esperar”.

Caso 06

A planilha do sistema antigo, em qualquer formato

Migrar costuma ser o motivo de ninguém trocar de sistema. Aqui você sobe a planilha que tiver, com os nomes de coluna que o sistema antigo usava, e o AstroMatCon descobre o que ela é — catálogo, clientes ou fornecedores — e o que é cada coluna, antes de importar.

Importar cadastros
Importação de planilha reconhecida como de clientes, com cada coluna do sistema antigo associada a um campo
Ele diz por que decidiu: “3 de 6 documentos da amostra são CPF”. Errou? É um clique para trocar.

Cabeçalho desconhecido é justamente onde a IA ganha, e é o único caso em que ela ganhou com folga: ela lê o cabeçalho e três linhas de exemplo, nunca as quatro mil. De quebra, a tela avisa quando um produto da planilha já parece existir no seu catálogo, antes de criar cadastro repetido, e a importação corre em lotes com barra de progresso — catálogo de milhares de itens não trava a tela.

Caso 07

O balconista que sabe responder

“Está caro”, “vou pensar”, “qual a diferença entre os dois?”. O assistente de vendas monta o argumento com o preço que a sua loja cobra, o saldo que ela tem e o que costuma sair junto. É o único ponto do sistema em que a IA escreve o texto que vai para o cliente, e mesmo aqui os números continuam sendo os seus.

Assistente de vendas
Assistente de vendas com atalhos para argumento, objeção de preço e explicação de produto
Argumento, explicação e resposta a objeção, presos ao catálogo da loja.

A tela avisa o que não é dela: “preço e estoque vêm do seu cadastro, não do modelo; especificação técnica confira na embalagem”. É a mesma regra dos outros seis casos, escrita onde o balconista lê. Esta função é a única que depende da chave de IA ligada, e ligá-la é um campo na tela de configuração.

E o que a gente decidiu não fazer

A lista abaixo é tão importante quanto a de cima. Cada item foi avaliado e recusado, porque o risco de errar em silêncio é maior do que a comodidade.

  • IA decidindo preço de venda
  • “Previsão de demanda com inteligência artificial”
  • Chatbot com permissão para executar ação sozinho
  • Modelo escrevendo consulta livre no seu banco de dados
  • Selo “com IA” espalhado pela interface

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